Wednesday, August 17, 2005

Voltando/Revoltando

Novos dados sobre o incidente em Londres

Sei que andei afastado. O momento é de perplexidade com tudo o que está acontecendo. Pretendo abordar esses assuntos mais detidamente.
Mas antes é preciso fazer uma suíte sobre o último post. Novas informações põe por terra a versão da polícia britânica. O absurdo é enorme e causa revolta.


Inocente: Jean Charles foi executado de forma covarde.

Clique aqui e veja a matéria completa. As informações são da BBC e a imagem da ITV NEWS.

Monday, July 25, 2005

Atire primeiro, pergunte depois...

A lógica de Dirty Harry está cada vez mais na moda

Sexta-feira passada (22/07, dia do meu aniversário) o mundo assistiu a mais exemplos da estupidez contemporânea. No Egito, atentados terroristas mataram mais de 60 pessoas. O terrorismo tem agido de maneira sistemática em países centrais e periféricos. Já no Iraque, de tão cotidiano, está banalizado.


Na terra dos faraós: terrorismo ataca mais uma vez no Egito.

Na terra da Rainha

Em Londres a polícia matou o brasileiro Jean Charles Menezes, 27 anos. Porque? Porque ele correu. Quem não correria? A polícia londrina afirma que Jean estva com o visto vencido, embora a família negue essa informação. Seria um motivo. No entanto, a polícia o tinha como suspeito de envolvimento nos atentados terroristas.

Imaginem como deve ter sido a abordagem da polícia:
Dentro do trem a polícia avista o sujeito que estava vigiando há algum tempo. Esperam alguns momentos até confirmarem: sim, é ele. Os policiais estão tensos. Lembram-se das cenas da tragédia. È possível até que tenham perdido algum amigo ou parente nos ataques. Estão com raiva daquele homem. Querem trucidá-lo. Dão voz de prisão, estão armados.
É bom informar que a polícia londrina não usa armas, apenas em situações extremas e mesmo assim só deve atirar para incapacitar o suspeito. Jean se assusta, tenta fugir. É baleado uma, duas, três, oito vezes. Todos os tiros pelas costas.
Covardia, com toda a certeza. As pessoas no vagão, após o susto, devem ter pensado: bem feito, terrorista filho de uma puta! Quem sabe até chutaram seu corpo sem vida.



Nesse meu exercício de imaginação só uma coisa me escapa: como uma pessoa pode fugir de dentro de um trem em movimento?

Depois de que se deram conta da cagada que fizeram ainda devem ter pensado: mas porque ele correu?


Uma vida pela frente: Jean tinha apenas 27 anos

Esse não é o primeiro caso que a polícia londrina dá uma de Dirty Harry. Veja aqui um caso famoso e ainda sem solução.

Abaixo, algumas das declarações de brasileiros que vivem em Londres, retiradas do site da BBC:

"Foi estúpido correr da polícia. Qualquer outro policial faria a mesma coisa. Ele agiu suspeitamente e correu. O policial não teve culpa", disse o músico baiano Everaldo Ita Akbar.


"Mas nós viemos de um país sem tradição de guerra, não estamos acostumados com isso."

O cineasta Roberto Valente disse ter ficado chocado "porque foi um brasileiro", mas que "todo mundo é suspeito (em Londres)".

Na sua opinião, os últimos eventos em Londres têm relação com a participação do país na ofensiva no Iraque.
"Eles estão fazendo guerra no Iraque, estão matando um monte de inocentes."

Na opinião da faxineira Daisy Garrido, o que aconteceu "foi absurdo".
"Mas a cidade está em guerra. Ele não parou para a polícia. E eu quero me sentir protegida pela polícia.".

"Eu fico sentido porque ele é brasileiro. Mas se ele fosse um terrorista, como é que seria?"

A tradutora Edinha Carvalho, de Recife, diz que já morou em Israel e que não se assusta com o ocorrido.
"Eu não estou com mais medo. Já morei num país onde o terrorismo era pior. Para mim, isso é café pequeno."

Thursday, July 14, 2005

A liberdade de imprensa

Dois casos típicos do que não queremos

A liberdade de expressão sempre foi uma bandeira defendida por todos. Ou quase todos. Mesmo os mais demagogos e hipócritas se mostram contrários a qualquer tipo de pressão ou censura aos mais diversos tipos de expressão, em especial a de imprensa. Ir contra isso é ir na contramão da história.

Cases

1) Pois bem, os EUA, que sempre se disseram defensores da liberdade de expressão ( a emenda número I da constituição fala exatamente sobre isso) têm a cada dia dado mostras de quanto a prática é diferente do discurso. Nem vamos entrar em questões geopolíticas. Um caso da imprensa americana:

Lembram do caso aquele da agente secreta da CIA que teve sua identidade revelada? Pois é, agora o marido da moça está botando a boca no trambone. Até ai tudo bem. O que choca é que o caso levou à prisão, na semana passada, da repórter Judith Miller, do The New York Times, que se recusou a revelar à Justiça quem eram as suas fontes na cobertura do escândalo.

Esse é um princípio sagrado (ao menos deveria ser) para nós jornalistas: preservar nossas fontes. Onde fica, nesse caso, a liberdade de imprensa???

2)Na nossa imprensa, pagando geral mesmo:
É muito preocupante o papel que a imprensa no país tem se arvorado. Os meios de comunicação estão pautando a política. E não o contrário, como se esperava.

Nos ensinam nas faculdades de jornalismo que não devemos ser atores dos acontecimentos. Não acredito em imparcialidade. Mas tenho senso crítico suficiente para saber que a imprensa está atuando como sujeito ativo em um processo político delicado. Quando na verdade deveria ser uma vigilante e informante desses processos.

É um tema polêmico. Mas me assusta ver Roberto Jefferson ser alçada a categoria de herói nacional.


Uma frase

Sou brasileiro e não desisto nunca...

Monday, July 11, 2005

O despertar

Mesmo que o sonho tenha acabado ainda vale a pena sonhar....

Depois de uma letargia ideológica resolvi voltar a escrever. Talvez para desabafar, talvez para rebater os absurdos. Mas acho sobretudo para me “defender”. De certa forma, o que acontece hoje no país nos dá um certo sentimento de culpa.

Tantos anos militando por uma bandeira nos faz sentir responsáveis por ela. Muito tem se falado dessa militância. Estamos atônitos, sem dúvida. Mas pouco a pouco vejo as pessoas levantando. Antes do juíz iniciar a contagem.

O desafio

A escolha de Tarso Genro para a presidência do Partido dos Trabalhadores se explica por vários fatores, mas se destaca o conceito que ele goza junto a sociedade. Era necessário que se desse uma resposta ética para uma questão moral. Por outro lado, Tarso era um dos melhores quadros do Governo e estava no meio de um projeto complexo e estrutural no Ministério da Educação.

Tirar o PT e a esquerda dessa situação de incoerência é, sem dúvida, um desafio enorme, mas acredito que Tarso é a pessoa indicada para a missão.

Reeleição

Começa a circular e ganhar força a idéia de que a reeleição para cargos executivos seja banida da política brasileira. Ora, seria cômico se não fosse um absurdo. A aprovação dessa questão, na véspera da eleição de 98, se deu sobre um mar de lama. Valia uma CPI. Ficou por isso mesmo. Para o bem ou para o mal foi um avanço democrático. Quem tem que decidir se o Lula se reelege ou não são os eleitores, dentro do processo eleitoral. E não um Congresso podre e louco para chutar cachorro morto.

Tudo isso pode ter servido para acabar com a militância romântica. Mas sequer arranhou nossos ideais e projeto de uma sociedade mais justa. Para todos!

Thursday, June 30, 2005

Alegria, Alegria.....

Coisa linda é ganhar da argentina... e de quatro é sempre mais gostoso!!!

Ontem a Seleção Brasileira deu uma aula de futebol. Em todos os sentidos. Soube se impor, agradando ao técnico; soube dar show, agradando a torcida; e principalmente, soube patrolar a argentina, agradando todo mundo!

Não pude assistir ao vivo e a narração superlativa do Pedro Ernesto, na Rádio Gaúcha, deu um toque sobrenatural ao espetáculo. Mas foi bem interessante. Uma audição bem interessante...

Imprensa

Falando na imprensa a capa do jornal Olé, da argentina, mostra o quanto nossos vizinhos são dramáticos. E porque só poderia mesmo ser o tango o ritmo deles. Mas notem que mesmo ali prevalece o verde e amarelo...


Quando não se tem o que dizer.....


Samba

Mas o samba manda no mundo. Dentro de campo foi um partido alto. E a festa continuou. Na saída do campo, após a cerimônia de premiação, os jornalistas aguardavam os jogadores na chamada "zona mista", onde eles dariam as entrevistas. Mas os caras passaram na maior farra.

No plantão esportivo da Gaúcha o Zé Alberto Andrade trouxe o áudio dessa festa. Um momento riquíssimo do jornalismo. Ao som de "hoje eu vou tomar um porre, não me socorre que eu to feliz..." os jogadores passaram direto para o vestiário.

Muitos jornalistas ficaram indignados com essa atitude. Mas me digam, que outra declaração vocês queriam além dessa??? Eles estavam felizes, iam comemorar, encher a cara. Ora, precisa dizer mais?


Você pensa que cachaça é água?

Monday, June 27, 2005

Fim de Papo !!!

Chega ao fim o II Seminário da Imprensa Gaúcha

E foi muito bom. Durante seis manhãs de sábado (único detalhe desagradável)a ARI promoveu encontros entre dois extremos do jornalismo: de um lado diretores de jornais, TVs, rádios, chefes de redação, editores. Do outro, estudantes de jornalismo, com sede de informação sobre a realidade da profissão e o mercado de trabalho.

Foi uma troca riquíssima. Por poder participar desses debates, por conhecer as pessoas que ditam os rumos de nossa imprensa, por estar com os amigos, pelos cafés e pelos mates.

Valeu a pena, sobretudo, o aprendizado e a certeza de que a nossa pode não ser a profissão mais tranqüila mas, sem dúvida, é a melhor de todas.

Abraços a todos...


P.S.: abaixo alguns momentos de fama...


Como eu ia dizendo...




Haja saco, hahahhaha.....

Thursday, June 09, 2005

Um pouco de poesia

Alguém já disse que é o melhor remédio...

Preciso Me Encontrar
Cartola/Candeia

Deixe-me ir preciso andar,
vou por aí a procurar, rir pra não chorar,
quero assistir o sol nascer,
ver as águas dos rios correr,
ouvir o passaros cantar,
eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar,
se alguém por mim perguntar
diga que eu só vou voltar depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer,
ver as águas dos rios correr, ouvir o passaros cantar,
eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar, rir pra nao chorar...